Pisar um lego. E agora?

Não há dúvidas, as construções com Legos são das brincadeiras mais giras e mais saudáveis das crianças. Exercita a imaginação, a criatividade, a destreza… É giro, vá. Para pais e para filhos.

Não tão giro é pisar um lego. A dor, a tragédia, o horror. E acontece taaaaaantas vezes… Ou é só comigo?

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Escolher um carrinho. E agora?

Comprar um carrinho para o bebé, ou para os bebés, é uma daquelas decisões a tomar antes do nascimento. E, a meu ver, super importante porque queremos certificar-nos de que é um investimento bem feito!!!! No meu carro, de gémeos, e tendo em conta o preço dos carrinhos, queria a garantia de algo bom e com alguma durabilidade.

Depois, a questão do gosto pessoal. Não era fã de carrinhos frente a frente… Tinha a ideia parva de não conseguir ver um deles ou de estar a negligenciar o que estava mais longe de mim. Enfim, hormonas.

Pesquisámos, entrámos em lojas, fomos a todo o lado… E, de repente, ei-lo. O Bugaboo. O todo-o-terreno dos carrinhos de bebé. Para levar para a praia, para a neve, para o supermercado. Testámos e percebemos que, para nós, era o carro perfeito. Não me arrependo de todo da decisão!!! Usaram-no em bebés, para passear, para comer, para dormir, para ir para a praia, para tudo! Está como novo..


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Para quem não conhece o Bugaboo Donkey, é um carrinho que pode ser usado para um ou para dois bebés, gémeos ou de idades diferentes. É completamente personalizado e modular, pelo que pode ser usado desde o nascimento e até aos 17 kg. O lado a lado mais pequeno do mercado mas, claro, ainda assim largo, por isso convém perceber se cabe no vosso elevador ou na vossa porta.

De resto, pensem nos Transformers!!!! Este carro é isso mesmo.

 

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Deixo-vos o link para perceberem, com calma, o potencial do carrinho e tudo o que podem fazer com ele.

https://www.bugaboo.com/US/en_US/strollers/bugaboo-donkey/twin

De início usámos os ovos no Bugaboo e guardámos as alcofas em casa para dormir. Quando nos dava jeito levava as alcofas para dormirem dentro do carrinho (são grandes e confortáveis). Quando cresceram tinham as cadeiras reclináveis, e tanto comiam dentro do carrinho como dormiam. Nem imaginam o jeito que nos deu!!!!!!! Recomendo vivamente.

Completamente desmontado cabe na bagageira de qualquer carro. Semi-desmontado cabe na grande maioria, acho. Confesso que o deixava quase sempre semi-desmontado para ser mais fácil. Para complicar já bastava ter gémeos 🙂

Ah! E é o carrinho de Hollywood. Todos têm Bugaboo!

AAAAA

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As doenças da creche – e agora?

Entrar na creche é uma opção pessoal ou uma feita por necessidade… Seja como for, acaba quase por ser uma inevitabilidade. E por aí, já conhecem a Doença Mãos, Pés e Boca?

Nota-se uma grande diferença depois de uns tempos de creche. De facto, o viver em sociedade e a convivência com outras crianças ajuda muito. Mesmo no caso dos gémeos!
Apesar de terem sempre um estímulo ao lado 24 horas por dia, o estar fora do ambiente familiar, por mais que seja completo e rico, é sempre uma grande vantagem no crescimento.

Agora… Preparem-se para as desvantagens. As bronquiolites, as varicelas, as doenças chatas… Há de tudo. E nem me falem de piolhos que eu tremo só de pensar!!!!!!!!
Os primeiros dois meses são os mais críticos.

Há uma doença típica da escola que lhes passou pela pele logo no primeiro mês: a doença mão, pé e boca. Altamente infecciosa em crianças com menos de 5 anos, há surtos umas duas vezes por ano… E é coisinha para ficarem todos com o mesmo problema, porque tocam todos nas mesmas pessoas e nos mesmos brinquedos. Transmite-se no fraldário e também por via oral, pela saliva, pelas mãos sujas…
As borbulhas são (ainda) mais feias do que a varicela.

Começaram pelo pé (lá em casa) e passaram pelas pernas, pelas mãos e, felizmente, pouco pela cara.
Começam por ser pequenas borbulhas que viram bolhas branco-acizentadas… Não são dolorosas na grande maioria das vezes, mas assustam só de olhar para elas. Se surgirem na boca a coisa pode complicar, e é essencial que as crianças bebam muita água para estarem hidratadas.

Este é o aspecto delas.

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Bonitas, certo???
Na altura, por coincidência, tinha ouvido falar dela pouco tempo antes… Presumi que fosse algo do género e passei pelo centro de saúde num domingo. Palavras da médica:
– “Não sei bem como são as borbulhas dessa doença, mas não é de certeza.”
Era.
Em caso de dúvidas, é melhor sempre ligar ao pediatra.
Atenção que as borbulhas podem ter muito melhor ou muito pior aspecto do que estas. No nosso caso, aplicámos a pomada Fucidine… Mas pode ser necessário dar Ben-U-Ron em caso de febre. Se for na boca, a coisa complica-se.
Depois vão desaparecendo…
… E depois aparecem no irmão ou na irmã. Mais uma aventura na secção  “o que um tem, o outro apanha a seguir”..
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Problemas com o sono? Ou falta dele? Esta pode ser a solução…

A relação é inversamente proporcional. À medida que o mundo começa a ser mais fantástico, a vontade de dormir deixa de ser muita…

É um problema para muitos pais e o ponto de partida para este livro.

“Olívia, a olha que não queria dormir”

Lá em casa estamos viciados na Olívia e no “cheirinho” do livro…

Decidi falar um bocadinho com a autora Clementina Almeida, também doutora em Psicologia Clínica  🙂

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SÃO GÉMEOS: Clementina, quando aquilo que as mães mais querem fazer é dormir, os bebés querem tudo menos isso. Este é um livro para crianças mas um milagre para os pais?

CLEMENTINA ALMEIDA: Este livro foi pensado não só nas crianças mas também a pensar nos pais, para que estes sintam que têm algumas ferramentas para lidar com aquela hora tão critica do deitar…A maior parte de nós pais, passa tão pouco com os filhos que é importante que esse tempo seja de qualidade para ambos e não de stress!!

SÃO GÉMEOS: Ler é, de facto, uma das melhores coisas que podemos fazer com os nossos filhos. Quais os benefícios da leitura para um bebé? Qual a importância dos gestos? Acha que temos que ser um bocadinho actores também quando lemos para crianças?

CLEMENTINA ALMEIDA: Eu escrevi blog acerca desses benefícios:  http://www.forbabies.pt/pt/blog-lista/olivia-a-ovelha-que-nao-queria-dormir-/41

SÃO GÉMEOS: Acha que os pais dedicam menos tempo à leitura do que antigamente?

CLEMENTINA ALMEIDA: Os pais fazem verdadeiros malabarismos para dedicar tempo aos filhos, mas a verdade é que com o ritmo alucinante dos dias de hoje entre trabalho, escola, atividades, hora de dormir…fica muito complicado as crianças (em particular, os seus cérebros)receberem aquilo de que necessitam para se desenvolver saudavelmente. A verdade é que a nossa sociedade não tem muitas vezes em conta aqueles que serão o nosso futuro.

SÃO GÉMEOS: E o aroma maravilhoso a alfazema nas páginas do livro?

CLEMENTINA ALMEIDA: Usei esse aroma porque de facto é um indutor natural de estados de relaxamento , e como todo o livro esta pensado na estimulação ideal para este momento do adormecer, este foi o estimulante olfativo de eleição!

SÃO GÉMEOS: O livro “Olívia, a ovelha que não queria dormir”, tem bastantes páginas. O que fazer se a criança pedir para ler outra vez?

CLEMENTINA ALMEIDA: Em principio se os pais seguirem todas a instruções, se isso acontecer não irá passar das primeiras paginas a segunda leitura 🙂

SÃO GÉMEOS: E se os pais adormecerem primeiro??

CLEMENTINA ALMEIDA: Eu estou a estudar uma versão audio do livro para ser usada em creches com grandes grupos…quem sabe não passa por ai 🙂

SÃO GÉMEOS: Que dicas dá aos pais para facilitar todo este processo do sono, tão importante para o desenvolvimento de um bebé?

CLEMENTINA ALMEIDA: Penso que aquelas que aparecem resumidas no final do livro são as essenciais , apesar de não ser um fato à  edida, em conjunto facilitam o momento e criam uma experiência afetiva muito significativa para ambos

SÃO GÉMEOS: Para além do livro, a Prof. Clementina Almeida tem ainda um espaço pioneiro em Portugal, especializado em bebés. Um espaço que tem um conceito mágico para qualquer mulher – um spa. Mas para os mais pequenos. Para quem vive no Porto, ou passa por lá, por que razão ou razões devem as mães visitar a ForBabies?

CLEMENTINA ALMEIDA: O bebé aprende desde que nasce, na realidade alguns estudos indicam que os bebés aprendem ainda antes de nascer. Os primeiros anos de vida, em particular o período entre os 0 e os 3 anos de idade, apresentam um ritmo de evolução que não ocorre em nenhum outro momento da vida do ser humano, são o período de maior e mais rápido crescimento do cérebro, logo o mais suscetível e critico para o desenvolvimento. O bebé nasce com estruturas que lhe permitem interagir com o ambiente que o cerca, é capaz de ver, ouvir, cheirar, sentir o toque e saborear.

No momento do nascimento, as células nervosas no cérebro do bebé estão desorganizadas e ainda não se encontram bem conectadas. Enquanto o bebé cresce, o cérebro recebe informações de todos os cinco sentidos. Esta entrada faz com que as células nervosas se multipliquem e formem uma multiplicidade de ligações com outras células nervosas. A investigação científica em neurodesenvolvimento tem comprovado a existência muito precoce destas competências nos bebés e o impacto da interação entre a experiencia e o ambiente no potencial genético individual para a construção das estruturas neuronais

A medida que o bebé dá pontapés na água, cria pequenas ondas de balanço que o vão ajudar a melhorar o seu equilíbrio e coordenação e, em última instância, apoiar a sua capacidade de gatinhar, andar e nadar.. Investigação diz-nos que  A sensação de flutuar na água morna coloca os bebés completamente à vontade e pode promover uma série de benefícios:

Tem efeitos ao nível, neuromotor, propriocetivo emocional e sócio-afetivo;

  • A força muscular e esquelético é aumentada através de resistência suave da água, assim como as amplitudes articulares;
  • Promove o estimulo das atividades funcionais;
  • O movimento através da água tem um efeito positivo sobre os sistemas digestivo , diminuindo os riscos de obstipação;
  • A pressão da água no peito pode aumentar a capacidade pulmonar pelo fortalecimento dos músculos intercostais e do sistema respiratório e podem beneficiar o sistema cardiovascular;
  • Os reflexos inatos natação são estimulados e a coordenação desenvolve-se à medida que aprendem a controlar seus movimentos. Num estudo de 2009 descobriram que os bebés que nadam têm melhor equilíbrio e conseguem agarrar objetos com mais facilidade.
  • Melhora a postura; Melhora a qualidade do sono; Diminui o choro; Diminui o stress;
  • Aumenta a confiança e autoestima. A promoção do contato das crianças com a água numa idade precoce ajuda a evitar o medo de água mais tarde e os exercícios que envolvem movimento independente na água são maravilhosos para a confiança do seu bebé.

Em média, crianças com introdução precoce à água têm, em média, as suas capacidades de linguagem e raciocínio matemático desenvolvidas mais precocemente (cerca de 6 a 20 meses) do que os bebés que não tiveram essa experiencia, aquando da entrada na pré- escola.

Na verdade toda a sessão tem objectivos terapêuticos  e é constituída por 2 momentos (a hidroterapia e a massagem), independentemente dos sintomas que pretendemos aliviar os benefícios de base são sempre o desenvolvimento em geral, a melhoria dos padrões de sono e alimentares. O Spa ForBabies é construído com base num protocolo de procedimentos rigoroso, flexível e adaptado às necessidades específicas de cada Bebé. Cada visita é iniciada com uma imersão de 10 a 20 minutos, numa piscina de hidroterapia especificamente concebida para o efeito, de maior ou menor tamanho, dependendo da idade do Bebé. Em seguida, é desenvolvida uma massagem terapêutica e multissensorial, com duração de 20 minutos. Os Pais interagem e aprendem técnicas que podem levar para casa e utilizar mediante as necessidades do Bebé, percebendo os resultados do que foi indicado caso a caso.

 

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Fica o convite duplo!

Para quem está ou é do Porto, experimentar o spa de bebés… Para todas as mães com bebés que lutam contra o sono, experimentar o livro da Olívia!

Cá em casa funciona 🙂

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Cólicas. E agora??

Sim, as cólicas. Os bebés. Os dois bebés, neste caso… Não é fácil. Biogaia, Infacalm, Infacol, Gripewater… E, às vezes, nada mais a fazer a não ser esperar que passem.

É desesperante para os bebés e para os pais. Tudo fazemos para melhorar a situação! Sobretudo para quem dá suplemento, esta pode ser uma boa ajuda.

O biberão Dr Brown tem um sistema anti-cólicas que evita que o bebé engula ar misturado com o leite. Não é a única marca com sistemas semelhantes… Mas foi este que usámos e recomendo. 🙂

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Ir ao supermercado. E agora?

Parece uma interrogação meio idiota. Mas o que antes eram 15 minutos de passeio nos corredores e 20 a escolher o novo amaciador que iria revolucionar o estado do meu cabelo, passa depois a ser uma aventura quase tão grande como ir ao festival do Panda (que, a propósito, é motivo para todo um outro texto).

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Se estão grávidas, experimentem passear no shopping com o cabelo despenteado, uma meia de cada cor e todo um outfit que não faz sentido. O que vai acontecer? Nada.

Mas, com gémeos, uma simples ida ao supermercado é um concerto de uma rockstar.

As pessoas olham para uma mamã com um bebé com a curiosidade de quem escuta o novo álbum de uma banda promissora… Mas olham para uma mamã de gémeos como quem vê os U2 no Live Aid.

Meio exagero, meio motivo de orgulho. Mas é tãaaaaao engraçado. As pessoas olham, naturalmente. São dois!!! São olhares de admiração, muito respeito e alguns interessantes a que chamamos de: “ainda bem que não me calhou a mim”.

E qualquer desalinho no cabelo, qualquer meia trocada, qualquer má escolha de outfit é encarada com normalidade. Coitada, tem dois, não deve dormir muito. Deixa cá ver se os meninos estão bem vestidinhos? Ah, estão. Que giro. São dois.

Uma vez uma senhora veio dar-me um abraço no meio do Continente. “Muita sorte” – disse – e foi-se embora.

Achei amoroso. Sorri, agradeci e entrei no corredor das fraldas. Há momentos que ficam para a História…

E preparem-se. Não vale a pena vestir os dois meninos de azul, as duas meninas de rosa, ou o menino de azul e a menina de rosa. As pessoas vão sempre perguntar o sexo das crianças… E se são gémeos.

Podiam ser só amigos que estávamos a passear… Ou irmãos que nasceram na mesma altura… Ah, espera.

Sim, são.

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Dormir na cama sozinho. E agora?

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Quando? De que forma?
Basta passarmos os olhos por uma simples pesquisa no Google para perceber que há muitos pais e pediatras a recomendar a passagem não muito tardia para outro quarto e outros que simplesmente dizem que uma criança não dorme com os pais até aos 18 anos, por isso tudo a seu tempo.
Eu sempre achei que eles deviam ter o seu espaço e o seu quarto para dormir antes de perceberem que tinham outro, antes de ter que explicar que, agora os pais ficam aqui e tu vais para ali.

Não significa que não me tenha custado muito!! Na verdade, para quê ir ao ginásio se podemos fazer caminhadas à noite, de quarto em quarto? É uma questão de saúde, no fundo.


Quando fizeram quatro meses mudámos o berço/a cama de grades para o quarto dos gémeos. Nos primeiros tempos ainda dormiram juntos na mesma cama… Mas muito rapidamente tivemos que os colocar cada um na sua! Estranharam, no início, e ajudou manter a pequena toalha/fralda enrolada a meio da cama. Gostavam de dormir num espaço mais confinado. E sempre do lado certo! Se, com o irmão, dormiam do lado esquerdo da fralda, na cama própria também faziam o mesmo. À medida que cresciam, a fralda deixou de fazer sentido.

Outro dos investimentos que foi imprescindível e um dos melhores de todos foi o baby monitor, o intercomunicador.

Escolhemos a câmera Luvion Grand Elite, e é maravilhosa. O ecrã tem um tamanho razoável, mede a temperatura ambiente, o som, visão nocturna, grava imagens e ainda tem luz de presença e músicas. Nunca usámos as últimas duas mas a temperatura ambiente, no nosso caso, deu um jeitão.
Fica sempre na cabeceira e dá-nos uma grande segurança olhar para eles a meio da noite. Foi efectivamente essencial em várias noites desde que o comprámos. Tem a possibilidade de acrescentar mais câmeras wireless e, por isso, conseguimos ter uma em cada cama e espreitá-los em simultâneo.
Fizemos uma prospecção de mercado e, dentro do investimento que achámos importantíssimo fazer, esta era a mais simpática na relação preço/qualidade. Recomendo.
Não vão dormir 100 por cento descansadas… Mas acho que isso deixa de acontecer a partir do momento em que somos mães!

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